Queimada Grande

Ilha de Queimada Grande

A ilha é formada por um maciço rochoso com superfície de 430.000 m2, dotada de vegetação arbustiva e arbórea, não havendo praias em seu entorno. De topografia irregular é caracterizada por duas elevações, a primeira mais plana onde está localizado o farol e a segunda, atinge uma altitude de 206m.

O nome Queimada Grande surgiu a partir da técnica de atear fogo na mata costeira para afugentar as serpentes, utilizada pelos antigos pescadores, quando necessitavam desembarcar em terra firme. Durante o trajeto é comum a avistagem de baleias de Bryde e grupos de golfinhos.

Principais Pontos

Naufrágio Tocantins

Cargueiro brasileiro, com 114 metros de comprimento, casco de aço e propulsão à vapor. Naufragou em 30/08/1933 por motivo de mau tempo. Apesar de informações históricas afirmarem que ao entrar em contato com a água, a caldeira principal do navio teria explodido, todas as caldeiras encontram-se perfeitamente intactas no fundo.

Os destroços estão perpendiculares ao costão com a proa virada para sudoeste. A estrutura principal do navio está mantida, com exceção da popa, que partida, repousa à boreste no final dos destroços, porém ainda com parte do casario, hélice, parte do leme e o volante do leme. Aparentemente, à frente do porão de proa, o navio se quebrou, apresentando-se em profundidades diferentes. A maioria dos fragmentos do casco e outras partes dos destroços estão tombados à boreste.

Saco do Bananal

Fundo rochoso com muitas passagens e tocas, presença predominante de corais do tipo cérebro e "baba-de-boi" (Palythoa sp), cardumes de pequenos peixes recifais. Ponto indicado aos mergulhadores pouco experientes ou para treinamentos de cursos de mergulho. Profundidade: 6 a 18m

Saco do Farol

Pequena área circular abrigada e com fundo arenoso e rochoso, formando tocas e passagens, com abundante fauna recifal, principalmente pequenos peixes e invertebrados. As formações apresentam bom apelo visual e agradam os mergulhadores em geral. Profundidade: 12 a 30m.

Paredão

Parede rochosa vertical que desce desde a porção emersa da ilha até cerca de 25m de profundidade. Afastando-se para as laterais, em ambos os lados, blocos rochosos formam tocas e passagens próximas de fundo arenoso, algumas com penetração, possível devido à formação de salões internos bastante amplos.

Além da fauna recifal habitual, garoupas, ciobas e moreias são frequentes. A parada da embarcação neste ponto depende do sentido e intensidade da ondulação, além dos ventos, pois as condições de abrigo são desfavoráveis. Profundidade máxima de 25m.